A importância do tempo nos rituais diários
Vivemos dias acelerados, cheios de atravessamentos.
Mesmo os momentos destinados ao cuidado acabam, muitas vezes, sendo empurrados para o automático.
O autocuidado pede outra qualidade de tempo.
Não necessariamente mais minutos, mas mais presença dentro do gesto.
Quando há atenção, o corpo percebe. A pele responde.
O ritual deixa de ser apenas uma etapa da rotina e passa a marcar uma transição: do fora para o dentro, do excesso para o essencial.
Cuidar de si é um gesto simples, mas inteiro.
É permitir que o toque seja sentido, que o tempo desacelere o pensamento, que o corpo acompanhe o ritmo do gesto.
Talvez o cuidado comece exatamente aí:
quando o tempo deixa de ser um obstáculo e passa a ser parte da experiência.
